quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Relatório

Luzes ofuscam minha visão, sinto que posso tudo, que todos são meus. O som do ambiente não existe, não existe ambiente, ele sou eu, tudo faz parte, encaixando-se perfeitamente como um grande e bizarro quebra cabeça.

Pessoas me olham com olhos de juiz, mas isso pouco me importa, sinto por elas, por elas não conseguirem sentir o que sinto, viver o que vivo; isso é tão mágico, tão intenso, que a sábia mãe natureza deu este dom para poucos que conseguem captar sinais, mesmo no meio de tanta pedra, tanta lama.

Me libero por alguns instantes das luzes místicas e que me causam profundo prazer, caminho entre seres que bebem, que fumam, que se beijam, que me olham, outros que nem conseguem se enxergar, entro no lugar mais silencioso que consigo encontrar e deixo que as coisas sigam seu fluxo, pego meu celular, meu cartão e sinto no bolso algo estranho; nos dias de hoje o ar tornou-se sólido.

Saio dali e sinto uma vontade enorme de poder dançar, mas não ouço a música, converso com o soberbo do rapaz que tem o poder sobre elas e peço a tal, aquela, de quem odeia ser bonito; o que não é o meu caso, pois não sou bonito e nem odiaria ser. O supremo finge que não me ouve e eu finjo que não pedi nada, acendo o meu cigarro e logo lembro que não posso fumar ali. Um pedaço do ritual deve ser mudado, caminho com o cigarro até a saída, uma carimbada na mão esquerda e sinto um zumbido nos ouvidos, enquanto trago.

Vejo outras pessoas na rua, que também sentem o que sinto, vivem o que vivo, mas podemos dizer que elas já estão em um estágio mais avançado, percebo que o senhor enrolado em uma coberta e seguido por um cão, carrega uma lata de refrigerante aparentemente vazia, sei que é através dela que o senhor consegue alcança o seu nirvana.

Devidamente “nicotinado”, volto para o templo e percebo que as pessoas estão estranhas... Acho que a hora de ir chegou, saudações aos irmãos e sigo o meu caminho, acendo outro cigarro e subo a rua que me leva ao fim.

Termino o cigarro, compro, coloco, espero, entro, desço, entro de novo, desço mais uma vez, subo escadas e caminho novamente, espero mais um pouco, entro, pago, recebo, sento, durmo, sonho, puxo, desço e subo, abro, tranco, abro de novo, tranco mais uma vez e entro.

Aqui dentro a aura é outra, dois seres se enroscam nos meus pés demonstrando carinho, converso rapidamente com a verdadeira mulher e penso em tomar banho, mas sinto que meu corpo não aguentará uma atitude tão ousada de minha parte e me rendo. Me deito com a roupa que estou e desmaio.

Provavelmente só levantarei, quando o filme da sessão da tarde estiver na metade e o almoço congelado...




Ouvindo: Zero - Yeah Yeah Yeahs.

sábado, 1 de agosto de 2009

PUTATIVO – adj. Que aparenta ser verdadeiro, legal e certo, sem o ser.


E você vê, ouve, começa a sentir, a querer e para. A vida segue, você vê outros, ouve e sente outros. Com os outros, a coisa muda...


Pessoas se preocupam demais, em querer ser, em se tornar e esquecem do que são. Fazem o que sentem vontade e por medo ou vergonha, não sei, escondem isso e até condenam quem também faz, mas não se esconde.


Vamos todos fazer o que quisermos e esquecer julgamentos. Quer ser puta? Seja uma puta, mas tenha noção do que você e não se envergonhe disso, até porque, não tem nada demais em ser puta... Todos merecemos respeito, acima de tudo... Só não confunda respeito com confiança.


O chute que empurra, é o mesmo que machuca...


...Com os outros, a coisa muda... Você para de ver e ouvir e começa a sentir, só sentir. Enquanto o que sente for agradável, tenta gozar ao máximo pois já sabe que em breve o toque ficará irritante.


Mas mesmo com a irritação, tente manter por perto, a coisa fica boa quando se torna errada. E nisso, sem querer ver, sem querer ouvir, preocupe-se apenas em sentir, apenas como que você sente... Pensar no tesão alheio broxa. 










Ouvindo: Me adora - Pitty.

domingo, 24 de maio de 2009

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04:08 AM
Hoje a noite por volta das 20 horas, saí a rua, ventava, usei a vestimenta que o clima pedia e andei perdido fumando meu cigarro, cantando mentalmente e observando a tudo e todos.
Gosto de frio, gosto de como o vento castiga minha pele, seu toque me faz sentir único, especial. Nada e nem ninguém saberá o que sinto.

Pessoas amigas foram encontradas, abraços, conversas, risadas e tudo o mais. No meio da conversa, que não tinha intuito algum, a não ser matar a saudade. Descubro que fiz algo...

Esquisito não? Descobrir por terceiros que fiz algo...¬¬¬

Achei tão engraçado isso... Esse mundo tá muito moderno mesmo, a gente faz e depois alguém vem e avisa o que fizemos. A falta do que fazer é enorme, a capacidade de raciocinar em compensação, é cada vez menor...

Não sei o porque e nem pra que, não sei e nem quero saber... O tempo em que eu me preocupava com coisas pequenas já passou, hoje em dia eu quero o maior, eu quero o melhor. Quero não ter vergonha de nada... E isso, é uma coisa que eu realmente não tenho, nunca fiz nada que pudesse me envergonhar!


Ouvindo: Just Another Girl - Pete Yorn.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

...

...Já faz um tempo que me sinto estranho. E não é uma estranheza ruim, é uma coisa boa. Sinto que é preciso viver (ok, pode parecer clichê), mas é necessário parar de pensar no que, no porque...

Durante um tempo em minha vida, me importei muito com o que as pessoas iam pensar, na reação que minhas atitudes causariam ao meu redor. Hoje percebo que o importante é fazer, errar... Sim, errar, mas nunca deixar de tentar realizar o que lhe agrada. Pode parecer (e talvez seja) egoísmo de minha parte, mas é muito mais interessante se sentir realizado.
Coisas pequenas me realizam.

Não preciso de dinheiro (muito dinheiro) , não preciso de pessoas (muitas pessoas) para ser feliz, preciso de uma graninha para comprar meu cigarro e cerveja, de amigos para conversar e dar risada, de música (MUITA MÚSICA) para não me sentir sozinho, livros para me distanciar da realidade e de filmes para animar meu espirito.

O cinema me encanta de tal forma, que esqueço por alguns momentos de quem sou e onde estou. Digo logo de cara que eu sou um péssimo acompanhante para assistir um filme, principalmente se você for daquelas pessoas que gostam de conversar durante a sessão. Gosto de me concentrar, de ler as entrelinhas de tentar captar além da imagem principal.

Pessoas me bastam no momento em que elas são elas mesmas, já me perguntaram muito “ Como você agüenta andar com fulano? Ele é um mala...” A pessoa pode ser um mala (eu também sou) desde que ela tenha consciência disso e use essa sua característica para se diferenciar, enfim, ser mala é legal, ao menos para mim! (Não confunda “ser mala” com ser chata, inconveniente, importunante). Pessoas são chatas quando tentam ser legais.

Gosto de ironia, sarcasmo e agilidade de pensamento.

Gosto de autenticidade e posso garantir, que todas as pessoas que escolhi para me “acompanharem”, tem isso em comum, não suportaria conviver com alguem indiferente, sem senso de humor para rir de situações consideradas sérias. Pessoas me surpreendem sempre, não posso dizer que sempre positivamente ou o contrário. Mas a surpresa é inevitável e em alguns momentos, ela é causada por minha pessoa, que teima em se contradizer...

Gostaria de poder dizer que sou indiferente ao amor, que para mim o amor não passa de comodismo, de costume, como já disse muitas vezes em momentos anteriores. Hoje já não consigo...






Ouvindo: Ponteio - Edu Lobo.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Baixando o santo...

Meus queridos:
Não entendo o porque de vocês acharem que o nosso país esta tão mal, logo nós, os reis do futebol, carnaval e mulatas; as nossas mulheres são modernas e de mente aberta que depois de inutilmente queimarem os seus sutiãs cantam abertamente (Dako é bom, Dako é bom...) ou então um outro clássico desta nova geração da MPB, (É minha, é minha a porra da b****a é minha...).

Os nossos jovens estão mais interessados com o futuro tecnológico do país do que nunca, vá a qualquer morro do Rio de Janeiro e pergunte para garotos na faixa etária de onze anos, o que eles querem ser, que todos vão te responder que querem trabalhar como aviãozinho (Todos interessados em aprenderem a voar, tecnologia pura!).

Ainda não consigo entender o porque do Brasil estar nesta situação tão lastimável, nossos políticos são os mais honestos deste mundo; nenhum recebe mensalão, todos são pais e mães de família que merecem todo o nosso respeito.

O nosso presidente é um dos melhores que o Brasil já viu, muito eficiente, acabou com a fome do nosso país, e ainda por cima, melhorou a qualidade da saúde publica. È por isso que eu estou tentando entender o porque de algumas pessoas deste país maravilhoso, ainda insistem em falar mal de nosso presidente, dos nossos deputados, da nossa música (que Maria Rita que nada, a nova musa da MPB se chama Tati Quebra Barraco).

A nossa música evoluiu e agora prega a liberdade de expressão sexual da mulher. (coisa fina, de primeiro mundo). E é para estas pessoas que só reclamam que eu escrevo, parem de se queixar de barriga cheia (por causa do fome zero, diga se de passagem) e ergam as mãos para o céu e agradeça a Deus por este país maravilhoso de se viver, de se morar, onde crianças não precisam fazer malabarismo no farol, onde os idosos tem uma aposentadoria justa, onde os adolescentes tem um ensino publico de qualidade, e não existe a exploração sexual de menores.

Agradeçam a Deus e louvem a atitude LOUVÁVEL deste nosso querido presidente que tanto nos quer bem.

Ass: Vovó Mafalda!


Ouvindo: Ponteio - Edu Lobo.

Ps: Os erros de português foram propositais...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pessoas...

Quero caminhar sozinho, acompanhado apenas pelo vento e o sol! Quero sentir que ainda existo sozinho, que não dependo de ninguém para viver! Preciso saber que ainda sou capaz de alegrar-me, questionar-me, amar-me! Até mesmo odiar-me; nos últimos dias tenho me visto rodeado de pessoas e começo a sentir que me faz falta o isolamento social!

Quando percebi estar rodeado, senti que aquilo me fazia falta, mesmo sem querer, eu sentia a falta do barulho, da vivacidade. E talvez eu tenha me apego tanto a isto, que não conseguirei nunca mais me desvencilhar. Logo eu, que sempre me achei auto-suficiente, claro que pessoas na nossa vida são necessárias, "mas você não precisa apegar-se a elas, ou melhor, você não deve apegar-se a elas..."

Era o meu lema, quando uma pessoa não lhe serve mais, apague ela de sua vida e parta para próxima. Ninguém nunca vai lhe ser perfeito o resto da vida, acreditar nisso é enganar-se, pensar que isto um dia pode acontecer é ilusão, e o mundo em que vivemos não nos permite isto!

Eu já me iludi assim, e até hoje pago por este meu ato idiota, porém penso eu, que tenha aprendido a lição que me foi dada. Pois sinto que esta é a hora de afastar-me, re-aprender o que eu já sei: pessoas são descartáveis, por mais que vocês me tenham amor, mais cedo ou mais tarde, eu os decepcionarei e vocês irão me abandonar, e já que vai acontecer de qualquer maneira, melhor que seja agora, pois sofro, choro e logo esqueço.



Ouvindo: Atrás da porta - Elis Regina.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Festas, metrô e pornôs...

Quando eu tinha dez anos de idade, minha mãe não me deixava fazer nada, alegando que eu era muito novo; não via a hora de completar doze anos; era esse o meu limite de maioridade. Também tinha uma vontade doida de experimentar um cigarro, quando andava a na rua e tinha alguém fumando, até respirava mais fundo!

Mas foi aí que eu fiz os tão esperados doze anos de vida e percebi que ainda não podia fazer tudo o que queria, não podia ir pra festas, não podia pegar o metrô sozinho e nem podia alugar vídeo pornô na locadora. Foi aí que eu entendi que a meta era os quinze e não os doze anos, todos os meus primo de quinze, já pegavam metro, iam a festas e alugam pornôs.

Depois de muito me lascar na vida, de muito chorar por não poder ir as tão sonhadas festas com os meus primos, eu fiz TREZE anos; a idade nunca passa no momento certo. Aí eu fui desencanando deste assunto, percebendo que a vida era mais que isso, quando do nada o quinze me bate na porta e eu percebo que já podia fazer tudo o que sempre sonhei, alugar pornô, ir a festas e pegar o metrô.

Mas aí eu não fui em muitas festas, não tinha graça nenhuma em andar de metrô sozinho e em alugar filme pornô eu nem pensava mais, as pornografias da internet já tinham me consumido por completo, o cigarro eu experimentei e foi vício a primeira tragada, mas não era tudo que imaginei aos dez anos de idade, esperava mais, que ele me deixasse forte, mais lúbrico. Mas nada aconteceu, só que não vivo mais sem ele.

Agora estou com dezenove e quero voltar a ter dez, quero não me preocupar com a faculdade, quero assistir desenho de manhã e não ter que trabalhar pra ganhar dinheiro; quero voltar a ser criança e continuar a sonhar, com as festas, metrô e pornôs!







Ouvindo: Rubi - Ludov.